Tiago Lins

Co-fundador & CEO - We Care.Fitness

Exercício físico e saúde: efeitos da atividade física no cérebro!

É muito fácil perceber os efeitos da atividade física na massa muscular. Mas na massa cinzenta do cérebro, o que acontece? Descubra o que a ciência tem verificado…

Todos nós já ouvimos falar que a prática regular de atividade física faz bem para a saúde. De fato, se existe verdade universal, esta é uma! Mas o que os estudos científicos mais recentes têm a nos dizer sobre os efeitos da atividade física no cérebro? Afinal, nos músculos e na nossa capacidade aeróbica é fácil de sentir ou perceber, mas em nosso cérebro, quais são os efeitos?

Este post discute os efeitos da atividade física no cérebro e apresenta algumas das descobertas mais recentes sobre o assunto. Continue lendo para descobrir o que a ciência já sabe a respeito, certamente será mais um incentivo para sair da cadeira!

Atividade física: sua droga diária.

Se a atividade física fosse uma droga, os benefícios associados a sua ingestão seriam bons demais para serem verdade. A atividade física ajuda manter a saúde e a longevidade, além de melhorar a memória, a concentração e combater o estresse e a depressão. Alguns estudos mais recentes apontam que a atividade física pode até evitar doenças neurodegenerativas, como as doenças de Alzheimer e Parkinson.

Mas como faz tudo isso?

Ao longos das últimas décadas cientistas têm feito descobertas relevantes sobre como a atividade física afeta nosso cérebro. A prática de exercícios aumenta a produção de hormônios e neurotransmissores que ajudam na criação de novas conexões entres a células do cérebro ou mesmo levar ao nascimento de novos neurônios.

Pesquisadores do laboratório Lazar Lad, da Universidade de Harvard, descobriram que a prática regular de atividade física pode aumentar a massa cinzenta do cérebro na região do hipocampo, área responsável pela memória e regulação do humor. Outra descoberta associada a prática de atividade física é o aumento na produção do brain-derived neurotrophic factor (BDNF), uma proteína que ajuda a construir conexões entre os neurônios, melhorando a memória, e que está sendo estudada como um agente terapêutico no tratamento de doenças neurodegenerativas.

Qual intensidade ou regularidade devo praticar atividade física para surtir tais efeitos positivos?

Primeiramente é preciso pensar positivo sobre a experiência de se exercitar, é o que diz Jeffrey Christle, fisiologista do exercício na Universidade de Stanford. De acordo com Jeffrey, encarar de uma maneira positiva o exercício físico, cria um ciclo que é auto alimentado pelo o prazer ou satisfação gerados pelos resultados alcançados. Por exemplo, se você foi desafiado por uma pedalada extenuante e ao final sente uma onda de orgulho, sua mente criará outra ligação entre resiliência e sentimentos de recompensa, que se intensificará a cada ciclo.

E qual seria a melhor atividade física para o cérebro?

A maioria das pesquisas têm sido feitas com atividades aeróbias de intensidade moderada como uma corrida, mas evidências recentes sugerem que exercícios de levantamento de peso e o treino intervalado de alta intensidade (Em inglês High-intensity interval training – HIIT) também fazem bem para o cérebro. Julia Basso, pesquisadora do Departamento de Nutrição Humana, Alimentos e Exercícios da Virginia Tech (USA), afirma que pessoas que experienciam ganhos maiores com a atividade física também apresentam as maiores mudanças na capacidade cognitiva, sugerindo que treinos mais intensos garantem um benefício extra. No entanto, o humor aumenta, independente da intensidade do treino.

“Você pode sair para uma caminhada e seu humor melhorar, porém, para ter melhorias na sua capacidade de cognição, é preciso de alta intensidade”, diz Basso. Ainda de acordo com a pesquisadora, quanto mais alta forem as batidas do coração, mais duradouros serão os benefícios da atividade física.

O mais importante é encontrar algo que goste!

Contudo, se você está apenas começando ou limitado pela idade ou lesão, uma caminhada pode lhe trazer alguns desses benefícios. O mais importante é você encontrar algo que goste de fazer e possa continuar. Em termo práticos, os pesquisadores são unânimes em uma recomendação: a melhor atividade física é aquela que você está gostando e que pode levá-lo a voltar no dia seguinte.

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